Conto da Garota da Meia Roxa - parte 3

      Sabem, passei um bom tempo tentando pensar e sintetizar em palavras como tudo aconteceu. Para ser sincero ainda estou fazendo isso.
      O tempo em que passei pensando, acabei conhecendo melhor meus personagens, entendi um pouco melhor como eles são, como eles pensam. Mas isso não importa agora. Vamos para terceira parte do conto.
        Após se verem de forma tão rápida e ela ser tirada dele de um modo tão busco, não posso mentir, ele ficou sim pensando nela o dia todo, mas o que ele poderia fazer?.
        Iremos aos fatos, a faculdade era realmente enorme, era praticamente uma cidade, possui centro olímpico, restaurantes, vários prédios, sim, realmente enorme, ou seja, as chances deles se verem de novo são praticamente muito poucas, mas as vezes creio que temos que confiar no acaso.
         Não foi apenas ele que não tirou ela da cabeça, ela também não conseguiu parar de pensar nele, lembrar daquele momento. Sabe ela não era bem o tipo de garota boba que se apaixona por cada carinha que aparecia na frente dela, de fato, fazia bom tempo que ela não namorava. O que ela achava incrivelmente espetacular era o modo em que ela o conheceu, por mais clichê que parecesse, sim, ela ria sempre que pensava o tão clichê foi aquele encontro, ela gostou. Ela acabou vendo tudo aquilo como um “empurrão” do destino, ou um trabalho do caso, de alguma forma parte dela havia ficado com ele e ela queria aquilo de volta.
          Após a prova, exaustiva prova, diga-se de passagem, ela estava disposta a encontrá-lo, a conhecê-lo, a entender o que ele possui que chamara tanto a atenção dela. Ele? Bem, ele estava naquele indo para casa, infelizmente a busca dele por ela não dera tão certo. Ele caminhou por toda a área da faculdade, mas não a viu, pois de fato ela estava em uma sala com a temperatura de 28º fazendo uma prova exaustiva de química orgânica.
          Ela após um tempo logo desistiu de procurá-lo, sejamos francos, a possibilidade deles se verem de novo é pequena, não impossível, mas ela já estava cansada e queria ir para casa, e foi o que ela fez, e acabou dormindo, dormiu após passar 3 horas na pagina da faculdade tentando encontrá-lo, acabou vencida pelo sono, amanhã tentaria de novo, ela disse enquanto adormecia. Ela fez algo que acho que reflete claramente o que ela estava pensando naquele dia, que querendo ou não, mudou um pouco a vida dela. Antes de chegar em casa, ela parou e viu o sol se pôr. Ela ficou pasma com aquela cena, aquela imensidão diante dela, aquela beleza, e pensar que o único pensamento dela naquele momento foi: “Será que ele ta olhando o mesmo pôr do sol que eu?,Será que meu rosto reflete neste sol e invade a mente dele?.
       Ele chegou em casa, fez o mesmo ritual que ela, passou horas procurando-a e perguntando para as amigas se alguém a conhecia mas, em uma faculdade como aquela, seria como tentar achar uma agulha em um palheiro enorme.
        Sempre me pergunto como eles se encontraram, acho incrível como o acaso faz isso de colocar pessoas que se completam uma de frente para outra de um modo incomum e depois ele deixa elas fazerem o trabalho. É como se ele mostrasse que a pessoa existe, mas você tem que ir atrás, procurar, só assim valerá a pena.


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