Viver com ela é bom, é ruim. É simples é complicado ao mesmo tempo. É estar com alguém calmo e irritado, nervoso e relaxado, sem pressa e apressado. Conviver ao lado dela é estar sempre com tempo e atrasado, com auto estima é totalmente se sentindo um fracasso. Viver os meus dias ao lado da minha garota é ter coragem e ser medroso, cuidadoso e totalmente desleixado, ser aberto com as pessoas e ao mesmo tempo fechado. É possuir uma felicidade e ser infeliz, ser o rei do mundo e o pior escravo. Claro, temos dia
s bons e ruins, românticos e de desespero. Temos dias que concordamos em concordar que tudo que puder dar errado vai dar, além do mais, tudo para cair basta se levantar. Há dias em que reclamo dela e há dias que ela reclama de mim, há dias que não reclamamos um do outro e outros dias que não nos suportamos. Tem dias que passam rápido e outros que não tem fim, dias de sol, com chuva, nublados e apenas dias em que não sei como me sentir. E no meio de toda essa confusão eu encontro uma lógica, razão, como uma organização em meio ao caos, encontro ela a me guiar e a me fazer perder por tudo isso. Encontro nela um refúgio e uma prisão, um porto seguro e um lugar de desespero. Não quero perde-la e não quero que ela me encontre. Não quero estar longe e nem perto dela, na verdade a quero e não a quero aqui. Viver com ela é exatamente assim, uma oposição completa do que é e não é, do que pode ser e do que nunca vai acontecer.
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